Porquê o nome? Porquê “42” (ordinal ou por extenso)?

Isto de ter um domínio próprio é muito giro. Mas é mais vaidade do que outra coisa. É uma tentativa de ter isto ligado aquilo que é a minha vontade de vanity URLs na redes sociais (no Twitter, no Facebook e noutras a que chegue a tempo de o fazer). Por isso, surgiu a vontade de ter um blog com um nome. Que nome? 42.

Não, não é 42 por causa do enorme (jogador, activista, etc.) Jackie Robinson, embora um dos temas que aqui queira explorar seja desporto (com especial foque no Sporting). Aliás, no futebol o número 42 é considerado tão alto que, geralmente, não é atribuído a nenhum dos jogadores de topo da equipa (o único caso de que me estou a lembrar actualmente é o do Yaya Touré, do Manchester City). E não, não sou fã em particular do Wallyson Mallmann (que mantém o número, agora no Moreirense).

O 42 vem da resposta à Pergunta Derradeira Sobre a Vida, o Universo e Tudo o Resto, conceito apresentado em À Boleia Pela Galáxia (série de rádio, livro, série de TV, filme). Douglas Adams apenas escolheu o 42 porque sim, sem motivo específico. Como o próprio disse:

«A resposta para isto é muito simples. Era uma piada. Tinha de ser um número, um número ordinário e pequeno, e eu escolhi aquele. Representações binárias, base 13, monges tibetanos, isso é tudo absurdo. Sentei-me à secretária, olhei para o jardim e pensei ’42 serve’. Escrevi-o. Fim da história.»

A verdade é que a escolha (aparentemente inocente) de Adams tem vários significados na matemática (p.e., é a soma dos 6 primeiros números pares) e até na literatura, antes do Hitchhikers’ (Lewis Carroll, autor de Alice no País das Maravilhas, também tinha uma ligeira obsessão com o número).

Mas como é que a minha obsessão começou? Obviamente, li o livro. (Vi o filme antes.)

Quando compro/me oferecem camisolas de clubes, gosto (se for possível) de as personalizar. Tenho duas camisolas da selecção com o nome do Figo e o 7. Ele era o meu jogador preferido (ainda é – e sim, sei da existência do CR7). Mas ele tem-me desiludido como pessoa, nos últimos anos (não vou entrar em detalhes). Decidi passar a personalizar as camisolas com o meu nome. E número. E tive de escolher um número. 42. Vamos juntar o meu lado de adepto e o meu lado geek num só lugar. E já vão 3 camisolas.

(Eu sei, a explicação pode parecer bastante básica ou estranha, mas é a explicação.)

Bem-vindos ao 42. Os comentários são moderados (mas não tenham vergonha). Não uso o AO de 1990. Escrevo blog.