42

Algumas mudanças por aqui:

  • O blog passou a estar em http://42.manuelreis.pt.
  • O manuelreis.pt, numa primeira fase, redirecciona para o blog. Numa segunda, será uma landing page para algo a definir.
  • O feed principal d’ A Cabeça do Ned (o que alimenta o iTunes, as subscrições noutros podcatchers) passou a ser publicado a partir daqui, bem como o de futuros projectos que aí venham (ideias não faltam, falta tempo e organização).

Os social media estão a ficar com demasiada gente mesquinha, rude, mal-formada, com trocas de ideias cada vez menos saudável. E isso acaba por, de alguma forma, me afectar a cabeça. Há quem se consiga desligar mais facilmente, há quem não se consiga desligar tão facilmente. (Eu faço parte do 2º grupo.) Já pensei em afastar-me do Facebook e do Instagram durante uns tempos. Até do Twitter. (E o meu amor pelo pássaro azul está mais do que declarado.)

Este espaço acaba por ser necessário. Há ideias que não podem ser expressas em 140 caracteres, que precisam de desenvolvimento. «Então vai para o Facebook,» dizem vocês. E eu complemento: o Facebook é facilmente dismissable, ou seja, é fácil desvalorizar o que se publica por lá. Sim, há muita gente que se ajuda com posts no Facebook (acolher cães abandonados, recuperar bens roubados), e isso é óptimo. Mas o alcance das publicações é cada vez menor e o nosso feed está cada vez mais cheio de parvoíce – seja graças a insultos, clickbait, comentadores de notícias em jornais que descobriram os comentários do Facebook (insultos) ou demagogia.

Por isso, pela falta de formatação para dar inflexão ao texto (e por outras razões que não vale a pena explorar aqui – this is the internet, after all), quero o meu espaço. Logo à partida, digo-vos já que os comentários são moderados (mas não se coíbam de os fazer). Sim, os posts estão preparados para irem para os social media. (Shoutout para o Marco Almeida e para o seu plugin – básico, versátil e eficaz.) Vou falar (principalmente) de TV, Cinema e Sporting, com posts ocasionais (como este, mais pessoal) sobre outras coisas. (Livros? Comida? Tecnologia? É o que der.)

Bem-vindos ao 42.


Porquê o nome? Porquê “42” (ordinal ou por extenso)?

Isto de ter um domínio próprio é muito giro. Mas é mais vaidade do que outra coisa. É uma tentativa de ter isto ligado aquilo que é a minha vontade de vanity URLs na redes sociais (no Twitter, no Facebook e noutras a que chegue a tempo de o fazer). Por isso, surgiu a vontade de ter um blog com um nome. Que nome? 42.

Não, não é 42 por causa do enorme (jogador, activista, etc.) Jackie Robinson, embora um dos temas que aqui queira explorar seja desporto (com especial foque no Sporting). Aliás, no futebol o número 42 é considerado tão alto que, geralmente, não é atribuído a nenhum dos jogadores de topo da equipa (o único caso de que me estou a lembrar actualmente é o do Yaya Touré, do Manchester City). E não, não sou fã em particular do Wallyson Mallmann (que mantém o número, agora no Moreirense).

O 42 vem da resposta à Pergunta Derradeira Sobre a Vida, o Universo e Tudo o Resto, conceito apresentado em À Boleia Pela Galáxia (série de rádio, livro, série de TV, filme). Douglas Adams apenas escolheu o 42 porque sim, sem motivo específico. Como o próprio disse:

«A resposta para isto é muito simples. Era uma piada. Tinha de ser um número, um número ordinário e pequeno, e eu escolhi aquele. Representações binárias, base 13, monges tibetanos, isso é tudo absurdo. Sentei-me à secretária, olhei para o jardim e pensei ’42 serve’. Escrevi-o. Fim da história.»

A verdade é que a escolha (aparentemente inocente) de Adams tem vários significados na matemática (p.e., é a soma dos 6 primeiros números pares) e até na literatura, antes do Hitchhikers’ (Lewis Carroll, autor de Alice no País das Maravilhas, também tinha uma ligeira obsessão com o número).

Mas como é que a minha obsessão começou?

Quando compro/me oferecem camisolas de clubes, gosto (se for possível) de as personalizar. Tenho duas camisolas da selecção com o nome do Figo e o 7. Ele era o meu jogador preferido (ainda é – e sim, sei da existência do CR7). Mas ele tem-me desiludido como pessoa, nos últimos anos (não vou entrar em detalhes). Decidi passar a personalizar as camisolas com o meu nome. E número. E tive de escolher um número. 42. Vamos juntar o meu lado de adepto e o meu lado nerd num só lugar. E já vão 3 camisolas.

(Eu sei, a explicação pode parecer bastante básica ou estranha, mas é a explicação.)

Published by Manuel Reis

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