Westworld T1: No Oeste fez-se uma boa série

Westworld

Na era de peak TV (ou seja, de demasiadas boas séries), é difícil ver tudo no tempo (considerado) devido. Os relatos de “tens mesmo de ver esta!” multiplicam-se, normalmente com séries diferentes. Torna quase impossível um gajo conseguir largar o tempo que tinha destinado às séries para ver outras coisas, porque quando surge uma destas novas séries que “temos mesmo de ver”, vai-nos certamente ocupar o tempo. E, se a quisermos ver mas não o podemos fazer logo (seja lançada toda de uma vez ou semanalmente), vamos ter (ainda mais) trabalho a navegar por entre os spoilers.

Eis que entra Westworld. Elenco de luxo: Hopkins, Harris, Rachel Wood, Newton, WrightMardsen nos nomes de cartaz, Babett Knudsen, Woodward, Simpson, Santoro e o outro irmão Hemsworth (não o Liam, o outro – sim, existe outro) como menos conhecidos mas tão (ou mais) importantes. Jonathan Nolan e Lisa Joy trabalharam muito bem estes mundos com a ajuda de J.J. Abrams (Bad Robot!) e do muito dinheirinho que a HBO e a Warner esturraram nisto (fala-se em $100M). Mas tudo começou no imaginário do enorme Michael Crichton (ER, Jurassic Park – a mesma lógica do “parque-temático-que-dá-para-o-torto”), que escreveu e realizou o filme de 1973 com o mesmo nome (e que eu ainda não vi).

E valeu a pena. Mesmo com o conceito já usado recorrentemente na ficção de TV/Cinema (três dessas vezes por Michael Crichton), Westworld teve uma 1ª temporada bem forte. Não apanhei praticamente nenhuma das reviravoltas antes do momento em que as devia ter apanhado, embora isso tenha acontecido com outros.1 Thandie Newton imperial (especialmente no início da 2ª metade da temporada), Jeffrey Wright soberbo. Cenários épicos. Efeitos visuais em que o CGI mal se nota, ou não se nota de todo (o que mostra também como o dinheiro foi bem rentabilizado).2 Muita, muita nudez. (“It’s not porn, it’s HBO.”)

Depois deste final, fico muito expectante para a 2ª temporada, que ainda deve demorar para chegar (fala-se em 2018). As expectativas vão ser bastante elevadas, e até acaba por ser bom que chegue apenas daqui a mais de um ano – mais tempo para a preparação. Mas, para esta, conto já vê-la no chamado “ritmo normal”.

Mesmo assim, continua a haver demasiada coisa boa para ver. E não, não quero mais sugestões!


  1. Até admito que sim, talvez a série possa ter facilitado um pouco; eu vi a série quase toda seguida, outros viram-na semanalmente, com todo o espaço que existe entre episódios para teorizar e procurar explicações – algo que eu não fiz, porque tinha de fugir aos spoilers
  2. Por vezes, a fazer lembrar os do filme Ex Machina. 

Published by Manuel Reis

3 thoughts on “Westworld T1: No Oeste fez-se uma boa série

  1. Também tentei fugir às teorias, mas é uma série fixe de se acompanhar semanalmente, precisamente por causa das teorias.

    A unica coisa que consegui antever (e mesmo assim foi muito próximo da revelação), foi o momento em que Bernard entra na cabana e diz que não vê nenhuma porta. Saiu me um “não pode!!” e a confirmação veio momentos a seguir.

    Os cenários são maravilhosos, a ideia bem alinhada. Uma produção de luxo que mantém tudo impecável. Venha daí mais milhões para continuarem isto.

    1. As revelações foram feitas muito perto das confirmações. Eles confirmam passado 5-7 minutos de interacção. Foi assim com o Bernard, foi assim com o Man In Black. Mesmo isso foi bem feito, dar a sensação ao espectador de que adivinhou alguma coisa antes – apesar de ser esse o plano. 😛

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *