10 Objectivos para 2017

Fogo de artifício em Aveiro.

Sim, é aquela altura do ano. Aliás, a altura do ano até já passou, mas tinha de expor as minhas ideias. E ando a trabalhar neste post, literalmente, desde o início do ano. Se querem saber quais os motivos por trás de cada opção, continuem a ler.

  1. Perder peso
  2. Ganhar músculo (abdominal, particularmente)
  3. Ler, pelo menos, 4 livros num ano (Goodreads)
  4. Escrever mais (ya, ’tá bem)
  5. Fazer mais episódios d’ A Cabeça do Ned ao vivo
  6. Começar outro podcast (para fazer entre temporadas d’ A Cabeça)
  7. Cortar nas séries
  8. Melhorar a minha capacidade de organização
  9. Começar a fazer dinheiro (sem me prostituir)
  10. Paz


1. Perder peso
2. Ganhar músculo

Obviamente, directamente relacionadas. Mas não por vaidade, ou (apenas) por motivos estéticos. No final do ano passado, tive um problema de saúde que está directa e indirectamente relacionado com algum excesso de peso que tenho. Parte da prevenção de problemas futuros passa por fortalecer os abdominais (diz que a piscina é boa para isso) e perder peso (sobretudo gordura). O meu objectivo pessoal é, no final do ano, fazer a São Silvestre. Mas cada coisa a seu tempo.

3. Ler, pelo menos, 4 livros
4. Escrever mais

Perdi o hábito de leitura. Por vários motivos, mas sobretudo por três: A leitura de textos académicos, a vontade de dedicar o tempo a outros assuntos e, talvez o pior, quando guardava tempo para ler, ficava com sono. Ainda fico. Mesmo que a leitura seja interessante, e como fui habituado a ler imediatamente antes de adormecer, acabava por ganhar sono.

Em 2016, propus-me a ler 8 livros na Reading Challenge do Goodreads. Apenas li um: “Uma Coisa Supostamente Divertida Que Nunca Mais Vou Fazer”, do David Foster Wallace. Foi-me aconselhado por uma pessoa que me conhecia bem e que me dizia que eu a fazia lembrar Foster Wallace. Depois de o ler, acho que percebi o que ela quis dizer.1 E gostei do raio do livro. Foram algumas tardes bem passadas a lê-lo num anfiteatro. As últimas 151 páginas foram lidas na recuperação do problema que foi referido nos pontos 1 e 2. Comecei o “Febre no Estádio”, do Nick Hornby, para testar a teoria de que não se deve ler o livro depois de ver o filme (no caso, os filmes: versão britânica, com o Colin Firth e o Mark Strong, e versão americana, com a dupla Fallon/Barrymore), mas o ritmo é mais lento (uma história a cada 2/3 páginas ajuda a isso).

Em 2017, um objectivo mais realista e, provavelmente, ultrapassável: 4 livros. Lá está, estou a recuperar o hábito. O “Febre no Estádio” deve contar para este objectivo. Primeiro, li “A Doença, o Sofrimento e a Morte Entram Num Bar”, do Ricardo Araújo Pereira. Porreirinho. A seguir foi o “Animal Farm” (a edição mais recente da Antígona). Entretanto estou quase, quase a acabar um livro sobre a era do Jon Stewart no Daily Show. Depois… É ver na lista. E, se me quiserem oferecer algum livro (nada pedinchão), podem ver aqui.

Escrever, trata-se de me fechar e pegar no Simplenote e escrever. Whatever. Uma dica que me foi escrita num curso que fiz foi de escrever qualquer coisa, mesmo que seja apenas “não estou a ter nenhuma ideia”, e progredir a partir daí. Alguma coisa há-de sair, presumo. A leitura ajuda a que possa sair alguma coisa, ideias que preciso de desabafar.

5. Fazer mais episódios d’ A Cabeça do Ned ao vivo
6. Começar outro podcast (para fazer entre temporadas d’ A Cabeça)

“A Cabeça do Ned” ao vivo correu muito bem, para a promoção que teve. Gostei da experiência. E acaba por fazer mais sentido: Vê-se o episódio, grava-se a emissão a seguir e com público a assistir. Quem lá está, ouve lá; quem não está, ouve de manhã em podcast. Só com a sua presença, o público enriquece a gravação (a parte do Q&A também pode ter piada). Dentro de isto, não me importava (e se a hipótese surgir) de fazer um episódio fora de Lisboa…

O “outro” projecto é algo que gostaria de fazer na off season. Tenho algumas ideias, mas ainda não pensei (nem consegui arranjar uma janela de tempo para o fazer. Não são desculpas, são factos. É a vida.

7. Cortar nas séries

E já foram mais, bem mais. A verdade é que estamos numa era de peak TV, e que existem demasiadas boas séries. A aposta do Netflix e da Amazon está forte, tanto na quantidade como na qualidade. Os players habituais (HBO e Showtime) também têm algumas coisas boas, mas não estão a conseguir acompanhar o ritmo. Sem falar nas séries que vão aparecendo nos canais “básicos” e que têm alguma qualidade (ou que, não tendo, conseguem cativar). E isto sem falar na aposta que a RTP está a fazer (algumas podem não ser boas, mas estão a tentar). Se eu olhar para uma lista das séries que acompanho (não ao mesmo tempo, atenção), são mais de 40. E há quem veja mais! E tenha tempo ainda para ler e ter vida própria! O que me leva ao ponto seguinte:

8. Melhorar a minha capacidade de organização

Em muitos momentos sinto-me esgotado. Vou-me enchendo de coisas. Acho que tenho tempo para tudo. Mesmo tendo, não o estou a conseguir organizar de forma eficiente. Isso leva-me a um esgotamento, que, por sua vez, me leva a uma espécie de apagar. Vou-me abaixo, fico sem grande capacidade para reagir. Isso contribui para o ciclo vicioso: As situações acabam por se acumular. Ora, considerando que não gosto de fugir às responsabilidades, terei de:
1. Passar a dizer mais vezes “não” (ou seja, deixar de aceitar ideias/propostas de projectos novos em que me possa envolver);
2. Resolver alguns projectos que tenho pendentes;
3. Continuar com outros, de preferência que me façam ganhar dinheiro.

Há uns dias li um post no Tumblr do Aaron Bleyaert com algumas sugestões de como tornar a vida mais organizada (identifico-me bastante com a questão que foi feita, tal como o Aaron se identificou). Vou seguir alguns dos métodos. Nem que seja para me enganar a mim próprio (tal como ele diz).

9. Começar a ganhar dinheiro

Trabalhar. Emprego. Veremos no que dá. Um dia explicarei em mais detalhe. Hoje não.

10. Paz
Acima de tudo, o que pretendo neste ano é paz. Não, não é a paz que as misses fazem questão de defender nos concursos de beleza. Paz. Paz de espírito, paz na mente, paz na interacção com pessoas, paz nas aulas, paz na casa, no futebol, no desporto. Paz. Se vai ser possível atingir isso tudo? Não. Mas vou fazer os possíveis (o que estiver ao meu alcance) para atingir o máximo de paz possível. Mesmo que, para isso, precise de tomar algumas decisões drásticas. Veremos.


  1. Não que aquilo que escrevo ou que escrevi, ou mesmo a minha forma de pensar, se assemelhe ao brilhantismo do DFW. É uma semelhança de perspectivas, de organização de pensamento e da organização daquilo que escrevo. Como prova esta nota de rodapé, para quem conhece DFW. 

Published by Manuel Reis

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