França, sei bem o que estão a sentir.

Foi há 12 anos. Doeu. Muito. Perder uma competição em casa, no maior estádio do país (e, consequentemente com o maior número de nós, fãs, presentes) dói. Perder contra uma equipa que não joga um cu (ou, como vocês dizem, um pescoço) dói.¹

E até gostava de ter pena de vocês. Mas:

  1. Já nos ganharam três meias-finais com um tipo que se revelou nojento e corrupto e outro de quem aprendi a gostar com o tempo mas por quem, na altura, tinha um asco tremendo;
  2. Vocês sim, jogaram de forma nojenta: Não descansaram enquanto não rebentaram com o Ronaldo (Payet, seu m*rdoso), rebentaram a chuteira ao Nani (para verem o nível de violência a que chegaram) e não sei como teria sido se o Éder não tivesse sacado algumas faltas.
  3. São franceses. I mean… São franceses.

Por isso, tenho pena dos adeptos que não representam o jogo nojento desta equipa. Eu sei o que é ver a nossa equipa perder uma competição no seu (emprestado ou oficial) estádio. Pelo menos duas vezes. E doeu. Ficou lá. E, ao contrário de nós, vocês já têm outras vitórias nesta competição e noutras. Mas bem sei que sacar dessa informação não vai melhorar o vosso estado de espírito: Esta era em casa, tinha de ser vossa. Mais do que ninguém, nós portugueses sabemos o que vocês estão a sentir.

Mas vai passar. Pelo menos um bocado.

Hoje cruzei-me com uma francesa. Agradeci-lhe. E ela deu-nos os parabéns.

¹ Se bem que a Grécia bloqueava muito mais o jogo que nós. Muito mau, mesmo.

Published by Manuel Reis

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