Tondela x Sporting: Isto é Futebol. Não é Andebol, nem Voleibol, nem Judo.

Panorama Estádio Municipal de Aveiro, CD Tondela x Sporting CP
Foto panorâmica do Estádio Municipal de Aveiro antes do jogo CD Tondela x Sporting CP, jogo de abertura da Liga NOS 2015/16. 22003 espectadores. Tirada com iPhone 5s.

A equipa de Voleibol do Tondela faz-me lembrar a equipa de Andebol do Paços de Ferreira em 2006. Lembro-me que na era se falou imenso disto. Mas do de hoje… Não há nada para falar.

Aparentemente o lance que antecede o lance do penalty sobre o Gelson (ou seja, o João Pereira estar dentro do campo – que o está, diga-se) é mais importante. Então se vamos falar de lances pré-pré-golo, deixem-me dizer que a decisão de Carlos Xistra na “falta” do Naldo é correcta… No Judo. Nathan Junior fez um yuko sobre Naldo, talvez mesmo um waza-ari (não havia ali força suficiente para um ippon). Depois lá se lembraram que isto não era Judo, era Futebol. Mas disto ninguém fala. Será que interessa falar? Ah, e já agora: Aquele “movimento técnico” nem no Voleibol é válido: É transporte de bola.

Quanto ao jogo, o Sporting facilitou um pouco perante o Tondela. Apesar da maior posse de bola (bem acima dos 60%), não foram capazes de concretizar muitas situações em que o podiam fazer. Matt Jones também não esteve mal na baliza do Tondela (fez algumas boas defesas e não tem culpa em nenhum dos golos) e a equipa do interior também conseguiu algumas boas oportunidades. Não só porque o Sporting deixou, mas também porque fizeram por isso: Notou-se estudo do jogo contra o Benfica por parte de Vítor Paneira, que precisará de jogos mais calmos para mostrar claramente o que vale na I Divisão. O Tondela está na Liga NOS, mas não joga para o campeonato do primeiro lugar.

Siga. Está ganho. Só na Liga há mais 33 para vencer, sempre com pelo menos mais um que a outra equipa. E por “mais um”, estou a falar em golos. Mas na terça-feira há um jogo muito importante. E se #EuVouLáEstar, tu também devias.

Para finalizar, uma palavra para a organização do jogo: Filas longuíssimas para entrar no interior do estádio, a entrada foi feita sem qualquer tipo de revista por parte da PSP ou da empresa de segurança (apenas verificaram os bilhetes) e a fila para o bar, para além de desorganizada, tornava-se ainda mais longa visto estar apenas uma – sim, uma – caixa em funcionamento (no bar onde fui, que servia uma bancada que tinha adeptos tanto do Tondela como do Sporting). Para não falar da saída do estádio, que já é conhecida por ser má (havendo várias formas de entrar no recinto, só há uma estrada para escoar trânsito). Demorei 80 minutos a sair da confusão de trânsito do estádio (50 minutos a esperar que acalmasse, em vez de estar preso no trânsito, e 30 minutos para sair do parque de estacionamento, sair da periferia do estádio, das vias de acesso – todas entupidas – e, finalmente, a usar os meus conhecimentos de Aveiro para ir pelo meio de uma zona residencial, sem dúvida a melhor forma de fugir à confusão).

Published by Manuel Reis

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